JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE 2023logo-jmj2023

– novas informações –

   1.MINISTROS EXTRAORDINÁRIOS DA COMUNHÃO:

Os MEC que desejarem ajudar na distribuição da Sagrada Comunhão nas Jornadas Mundiais da Juventude, poderão inscrever-se no cartório Paroquial.  As datas que poderão participar será: 1 de Agosto na Missa de abertura e no dia 6 de Agosto na Missa de encerramento.

   Os MEC’s deverão ter entre os 18 e 65 anos de idade, capacidade para estar durante horas em pé, ter telemóvel e/ou email, acreditação (que será tratado na Paróquia) e ter cartão actualizado. Deverão inscrever-se o mais depressa possível.

  1. FAMÍLIAS DE ACOLHIMENTO:

Encontram-se abertas as inscrições para as famílias de acolhimento.

Quem desejar receber 2 ou mais jovens na sua casa entre os dias 1 a 6 de Agosto, pode-se inscrever no Cartório Paroquial. Não podem receber menos de 2 jovens, não necessitam de ter camas para todos, apenas 2m2 de chão para cada jovem.

Deverão garantir apenas para esses dias os respectivos pequenos-almoços. Apelamos à vossa generosidade para muitos jovens.

  1. VOLUNTÁRIOS:

Precisa-se muito de voluntários para os dias 1 a 6 de Agosto e também com disponibilidade para 2 semanas. Há dois tipos de voluntariado:

  • Voluntários para a Organização ou Central:

Inscreve-se no site da JMJ2023 https://register.wyd-reg.org/vol/wizard?lang=pt e é destacado para onde for necessário, seja  em Lisboa ou para outras localidades.

  • Voluntários Paroquiais:

destacados para se ajudar no acolhimento e serviços na nossa Paróquia. Aqui podem-se inscrever jovens com mais de 14 anos de idade, através do nosso Pivôt João Rebelo Telm. Nr. 926043080.

A inscrição têm um custo de 30€ que assegura : o Kit de voluntário , transportes para a missa de abertura e encerramento em Lisboa, a acreditação para a Vigília e missa de encerramento, respectiva alimentação para a Vigília e Missa.

 


A Páscoa do Dom Daniel Batalhad-daniel

 Daniel Batalha Henriques nasceu em Santo Isidoro, Mafra, a 30 de Março de 1966. Entrou no Seminário de Almada em 1982 e concluiu a sua formação no Seminário dos Olivais, em 1989. Foi ordenado sacerdote no ano seguinte pelo então Cardeal Patriarca D. António Ribeiro, no Mosteiro dos Jerónimos.

   A sua primeira nomeação, ainda em 1990, foi para membro da equipa sacerdotal formadora do Seminário de São Paulo, em Almada. Era cónego do Cabido da Sé de Lisboa desde 2011, e foi diretor espiritual do Seminário de Cristo Rei dos Olivais e responsável pelo Serviço de Animação Missionária do Patriarcado de Lisboa.

   No seu percurso como sacerdote foi pároco da Ramada, Famões, Algés e Cruz Quebrada, e vigário em Loures, Oeiras e Torres Vedras, onde dirigiu as paróquias de São Pedro e São Tiago, Santa Maria e São Miguel. Quando foi ordenado bispo auxiliar de Lisboa, em novembro de 2018, D. Daniel Henriques tinha a seu cargo a paróquia de Nossa Senhora da Oliveira de Matacães.

  Na mensagem que divulgou aquando da nomeação de Daniel Henriques como bispo, o Cardeal Patriarca de Lisboa destacaria que o novo prelado “desempenhou o seu ministério na formação de seminaristas e em diversas paróquias com grande dedicação e intensidade espiritual”, para além de revelar grande “sensibilidade missionária”. “Da sua clarividência pastoral dão boa conta os artigos que publica semanalmente no jornal Badaladas (da paróquia de Torres Vedras), sempre bons de reler”, relembrou então D. Manuel Clemente.

  Na mensagem que na ocasião dirigiu aos cristãos de Lisboa, D. Daniel Henriques falou da “alegria” e da “paz” como testemunho de serviço a Deus e à Igreja. Nascido em 1966 e ordenado sacerdote em 1990, lembrou que esta era a sua diocese, “que muito amo”. “Aqui cresci, cresci para a Fé, aqui encontrei os sinais vocacionais, fui acompanhado pelos sacerdotes desta diocese, servi-a como padre da equipa formadora do seminário de Almada, como pároco, com os colegas da vigararia, com este povo de Deus. Acho que é uma graça e um privilégio que, sendo Bispo, o seja neste contexto”.

   Também acompanhou pastoralmente a nossa Vigararia Alcobaça-Nazaré destacando-se pela proximidade, amizade, espiritualidade e coração de bom pastor.

  A Vigararia e especialmente a nossa Paróquia está eternamente grata pela sua entrega e pela missão que exerceu entre nós. Acreditamos que continuará a interceder por todos nós, junto do nosso Pai.

Dai-lhe, Senhor, o eterno descanso, Entre os esplendores da luz perpétua.

A sua alma descanse em paz. Ámen

 


“Europa trocou crucifixos por abóboras”

 O Cardeal Tarcisio Bertone, escreveu em 2009, a propósito decisão do Tribunal Europeu de Direitos do Homem contra a presença do crucifixo nas escolas, que era lamentável a Europa do terceiro milénio ter trocado os seus “símbolos mais queridos” pelas “abóboras” do Halloween.

De facto, até muitos cristãos se deixaram levar na onda dessa “novidade”, sem perceberem que, subjacente à expansão do Halloween, está o tentar ofuscar a celebração cristã de Todos os Santos.

Tendo em conta as campanhas publicitárias cada vez mais agressivas da festa de Halloween, que gera boas receitas comerciais, a Igreja tem publicado frequentemente alguns documentos com o esclarecimento sobre a história e a doutrina da festa de Todos os Santos e do Dia dos Fiéis Defuntos.

Todos os Santos

No fim do segundo século, professos cristãos começaram a honrar os que haviam sido martirizados por causa da sua fé e, achando que eles já estavam com Cristo no céu, oravam a eles para que intercedessem a seu favor. A comemoração regular começou quando, em 13 de maio de 609 ou 610, o Papa Bonifácio IV dedicou o Panteão (o templo romano em honra a todos os deuses) a Maria e a todos os mártires. A data foi mudada para novembro, quando o Papa Gregório III (731-741) dedicou uma capela em Roma a Todos-os-Santos e ordenou que eles fossem homenageados no dia 1 de novembro.  Assim, nesta festa de Todos os Santos, a Igreja deseja “honrar os santos anónimos”, muito mais numerosos do que os canonizados pela Igreja, que com frequência viveram na discrição ao serviço de Deus e de seus contemporâneos. É a festa de todos os batizados, pois cada um está chamado por Deus à santidade e constitui um convite a experimentar a alegria daqueles que puseram Cristo no centro de suas vidas, como recorda um documento da Conferência Episcopal Francesa, de 2003.

Fiéis defuntos

A 2 de Novembro, dia de oração pelos defuntos, é proposta uma prática que se iniciou também com os primeiros cristãos. A ideia de convocar uma jornada especial de oração pelos falecidos, continuação de Todos os Santos, surgiu no século X, tendo a data sido fixada pelos monges de Cluny, em França. Reza-se para ajudar as almas no purgatório a obter a bem-aventurança celestial. Deste modo, a Igreja quer dar a entender que “a morte é uma realidade que se pode e que se deve assumir, pois constitui o passo no seguimento de Cristo ressuscitado”, referem os bispos franceses. Isto explica as flores com que nestes dias se adornam os túmulos, “sinal de vida e de esperança”.

Pão por Deus

Relacionada com a festa de Todos os Santos, é referida já no século XV em Portugal, a tradição de as crianças saírem à rua em pequenos grupos para pedir o “Pão por Deus” de porta em porta e recebiam como oferenda pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, amêndoas ou castanhas, que colocavam dentro dos seus sacos de pano.

Dado curioso foi ter ocorrido neste dia, em 1755, o grande terramoto que destruiu Lisboa, matando milhares de pessoas e deixando muitas outras numa pobreza extrema. No ano seguinte, a população aproveitou espontaneamente a tradição para lembrar os seus mortos, mas também socorrer os vivos. Assim, surgiu pela cidade um peditório feito também por adultos que batiam às portas e pediam que lhes fosse dada qualquer esmola, mesmo que fosse pão, o “Pão por Deus”.

  A festa de Halloween chegou dos Estados Unidos da América e é agora celebrada também na Europa,  a 31 de Outubro. A comemoração veio do “Samhaim” dos antigos povos bárbaros Celtas, que habitavam a Grã-Bretanha há mais de 2000 anos. Os Celtas realizavam a colheita nessa época do ano e, segundo um antigo ritual, os espíritos dos mortos voltavam à terra durante a noite, para se alimentarem e assustarem as pessoas. Então, os Celtas costumavam vestir-se com máscaras assustadoras, para afastarem esses espíritos.  Com o passar do tempo, os cristãos chegaram à Grã-Bretanha e converteram os Celtas e outros povos da ilha, transformando este ritual pagão numa festa religiosa. Em vez de honrar espíritos e forças ocultas, o povo recém-catequizado começou a honrar os santos. Como é óbvio, os não convertidos ao Cristianismo continuaram a celebrar o “All Hallows Evening”, que significa “Véspera de Todos os Santos” , com as suas máscaras assustadoras e com festins de comida.  Deste modo coexistiam as duas tradições: a pagã para celebrar os mortos, os espíritos, as bruxas e outras entidades representativas do mal; a cristã para celebrar os santos, os que vivem em Deus e a santidade a que todos somos chamados.

As diferenças entre as duas tradições são bem evidentes, sobretudo na raiz da sua história e no conteúdo do que celebram. Compete ao Cristão saber distinguir e decidir o que lhe é conveniente celebrar.

 Oração pelos falecidos:

Pai santo, Deus eterno e Todo-Poderoso, nós Vos pedimos por (nome do falecido), que chamastes deste mundo. Dai-lhe a felicidade, a luz e a paz. Que ele, tendo passado pela morte, participe do convívio de Vossos santos na luz eterna, como prometestes a Abraão e à sua descendência. Que sua alma nada sofra, e Vos digneis ressuscitá-lo com os Vossos santos no dia da ressurreição e da recompensa. Perdoai-lhe os pecados para que alcance junto a Vós a vida imortal no reino eterno. Por Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém (Rezar Pai-Nosso e Ave-Maria.)

Dai-lhe, Senhor, o repouso eterno e brilhe para ele a Vossa luz! Amém.


 Profissão de Fé

    «Profissão» vem da palavra latina pro-fateri (de fari, dizer, dar testemunho diante de outros). Aplica-se, sobretudo, à «profissão de fé» e à «profissão dos votos religiosos». No Catecismo da Igreja Católica toda a primeira parte se intitula «a Profissão de fé», seguindo os artigos do Credo.

No AT, já o Povo de Israel tinha fórmulas breves e densas em que manifestava a sua fé em Javé e na sua actuação salvadora: por exemplo, a recitação diária do «*Shemá Israel» («Escuta, Israel»). No NT, sobretudo as cartas de S. Paulo estão cheias de formulações breves da fé cristã, quase sempre concentradas em Jesus Cristo. Além de fórmulas catequéticas, são um autêntico acto de culto e de adesão, à maneira de doxologias. Depois, as comunidades cristãs formularam a sua fé de uma forma mais desenvolvida

O lugar mais próprio da profissão de fé foi, desde o princípio, o da iniciação cristã. No Baptismo de adultos, são os próprios candidatos que, pessoalmente, professam a sua fé, diante da comunidade, renunciando ao demónio e ao mal, e professando a sua fé e adesão a Deus e a Cristo. No Baptismo de crianças, as perguntas de *renúncia e profissão de fé dirigem-se aos pais e padrinhos, que são os garantes da educação e formação da criança na fé, em lugar de quem dão o seu assentimento pessoal. Depois, a comunidade inteira faz também a sua profissão de fé, a fé eclesial, na qual tem sentido todo o sacramento de iniciação: «Esta é a nossa fé»…

Neste mesmo quadro de iniciação cristã ou da sua recordação, cada ano, na Vigília Pascal, renova-se a renúncia ao mal e faz-se a profissão de fé em Cristo e em Deus. Também na Confirmação se faz essa renovação, e aconselha-se a que se faça também antes da Primeira Comunhão, cume da iniciação cristã que começou no Baptismo.

Foi no século V ou VI que, em algumas Igrejas do Oriente, se introduziu a profissão de fé na celebração eucarística. «O símbolo ou profissão de fé diz-se na celebração da Missa, conforme as rubricas, para que a assembleia reunida manifeste o seu assentimento como resposta à Palavra de Deus, escutada nas leituras e na homilia, e recorde, antes de começar a celebração do mistério eucarístico, a regra da sua fé, segundo a forma aprovada pela Igreja» (OLM 29, EDREL 831; cf. IGMR 67). É, portanto, conclusão da Palavra escutada e antecipação da segunda parte eucarística da celebração.

Actualmente, são três as «formas aprovadas pela Igreja»: o Símbolo dos Apóstolos, o mais breve, que foi o primeiro «catecismo» baptismal da fé; o Símbolo de Niceia-Constantinopla, mais longo; e o dialogado da Vigília Pascal e da celebração do Baptismo.

Evidentemente, numa celebração eclesial não podem ser proferidos «credos» ou profissões de fé de invenção particular ou de grupo. Além disso, há outras ocasiões em que a profissão de fé tem um lugar destacado. Assim, o Código de Direito Canónico (CDC 833) exige que façam uma profissão pública de fé os participantes nos Sínodos e Concílios, os novos cardeais e bispos, os párocos, os professores de Teologia e Filosofia nos seminários, etc.

José Aldazábal

 

Os adolescentes do 7º ano, têm a Festa da Profissão de Fé dia 30 de Outubro, na missa das 11.30h.

No dia 29, há confissões às 9.00h na Igreja Paroquial, seguidas de ensaio.

Ás 14.30h, têm um encontro no Centro Comunitário.


Novo Vigário Paroquialben

   Sou o padre Ben James Maliakkal, e o último nome é o meu apelido em língua materna- Malayala, que significa ‘casa grande’, mas tenho uma casa pequenina! Tenho 32 anos e sou o primogénito de três filhos. Venho do sul da Índia, do estado de Kerala, a cidade e a diocese de Cochim, onde Vasco da Gama foi sepultado pela primeira vez. E onde, ainda temos muitas memórias e culturas Portuguesas.

   Nasci e cresci no seio duma família cristã praticante. Fui acólito na paróquia depois da primeira comunhão. Como os padres da Índia usam batina branca (todos os dias), em primeiro lugar fiquei admirado com esse vestido e depois comecei a adorar a vida deles na paróquia como pastores e a maneira de ser tudo para todos. Com a idade de 15, segundo uma pergunta dum pároco decidi ir ao seminário menor da diocese de Cochim para uma prova. Mais tarde, percebi que tinha mesmo a vocação de ser padre. No seminário estudei 11º e 12º e depois licenciatura em inglês literatura, e no seminário maior: a licenciatura e o mestrado em filosofia.

   Nesse momento o meu bispo pediu-me para vir a Portugal fazer os estudos em teologia.  Assim cheguei a Lisboa em 2015. Desde a antiguidade, a diocese de Cochim e o Patriarcado de Lisboa têm uma grande relação de pastoral e missão. Na diocese de Cochim tivemos 31 bispos portugueses e muitos padres ao serviço da Igreja. Antes de ir para Goa e Damão e Diu, os Portugueses tiveram em Cochim há cerca de 12 anos. Na casa episcopal da diocese de Cochim temos um arquivo maior e um museu Indo-Português e um instituto da língua portuguesa de Vasco da Gama. Para tratar do património das dioceses de Cochim, os padres precisam entender a língua portuguesa e a relação fraterna entre as dioceses.

   Por isso, a minha presença aqui tem este motivo. Depois de 7 anos de formação no Seminário dos Olivais, a estudar o mestrado em teologia na Universidade Católica, fui à Índia em Julho passado, onde fui ordenado padre a 30 de Julho na Catedral Basílica de Santa Cruz,  diocese de Cochim. Em Portugal estarei cerca de 6 anos ao serviço do Patriarcado.

   As paróquias de Benedita, Turquel e Évora de Alcobaça são as minhas primeiras paróquias da missão e da nomeação. Na antiguidade os portugueses foram até a Índia em missão e agora depois de alguns séculos, nós Indianos, vimos cá fazer o mesmo! É uma troca de missão. Tenho saudades da minha terra, família, amigos e da comida de caril e picante!   Mas creio que, estando fora da minha terra, nunca estarei fora da Igreja. Seja na Índia ou em Portugal estou dentro do campo da Igreja de Jesus.

   Ser padre é viver ao serviço da Igreja e do  mundo. Assim consigo sentir-me em casa. Vamo-nos conhecendo. Estou a gostar e adorar ser padre. Não quero dizer que a vida dum padre seja muito fácil, mas é uma vida belíssima: ser tudo para todos!

   Sou um Indiano, mas Portugal está no meu coração.